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terça-feira, dezembro 16

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Foto: Fred Matos


Tiradentes surgiu com a corrida do ouro no século XVIII, fundada por bandeirantes paulistas, que descobriram filões de ouro nas encostas da Serra de São José. 
Em 1702 o arraial recebeu o nome de Santo Antônio do Rio das Mortes.  O ouro abundante financiou a construção de um dos mais belos acervos barrocos de Minas Gerais, uma verdadeira preciosidade setecentista que permaneceu escondida durante muito tempo.
Para a construção de igrejas, capelas, prédios públicos e particulares  foram contratados os maiores mestres da época, entre o quais Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho , responsável pela arquitetura da fachada da Matriz de Santo Antônio, o último projeto executado pelo artista, em 1810. 
No início do século XIX com as minas de ouro exauridas a decadência econômica -- fator que hoje se considera  fundamental para a preservação de seu acervo arquitetônico -- foi inevitável e a vila perdeu importância política, a população declinou e outras vilas desmembraram-se da Vila de São José Del Rey, nome que recebeu em 1718, em homenagem ao príncipe D. José, futuro rei de Portugal.  
 Com o advento da República e o esforço para apagar lembranças dos tempos imperiais, o nome foi mudado para Tiradentes.
A situação começou a mudar depois que foi visitada em 1924 por um grupo de intelectuais, participantes da Semana de Arte Moderna de 1922, que, encantados pelo seu conjunto arquitetônico e artístico patrocinaram o tombamento pelo Patrimônio Histórico Nacional, que viria acontecer em 1938. 
Atualmente Tiradentes é uma das cidades históricas com maior vocação turística de Minas Gerais e do Brasil.


sábado, dezembro 13

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Foto: Fred Matos

Construída em Tiradentes, Minas Gerais, entre 1710 e 1752, a Igreja Matriz de Santo Antônio, ao fundo, na foto,  é considerada a segunda igreja mais rica do Brasil, por reunir cerca de meia tonelada de ouro no seu interior, sobretudo no teto, mas encanta principalmente pela beleza das formas esculpidas por Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. As pinturas são do final do século XIX e o órgão de origem portuguesa, fabricado por Manuel Victor de Jesus, é uma das peças mais preciosas do acervo histórico de Minas Gerais.


sexta-feira, dezembro 12

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Foto: Fred Matos

Chafariz de São José - Tiradentes - MG


     Segundo pesquisa de Olinto Rodrigues dos Santos Filho, do Instituto Brasileiro do Patrimônio Cultural e membro do Instituto Histórico e Geográfico de Tiradentes, “o Chafariz de São José, foi construído em 1749 pela Câmara para o abastecimento d’água da Vila de São José.  É uma peça do tipo pariental que lembra uma fachada de igreja, sendo constituída por duas pilastras laterais ornamentadas com vastas volutas e guirlandas de flores de cantaria. O coroamento é feito por um frontão curvo encimado por cruz, com pináculos sobre as pilastras. A parede em alvenaria de pedra abre-se no centro em nicho que guarda a imagem de São José de Botas. Logo abaixo estão colocadas três carrancas com bicas de bronze, donde verte a água a um tanque com paredes sinuosas. No meio do frontão, em pedra talhada, aparece o brasão d’armas do reino de Portugal.

     A parte fronteira do Chafariz é circundada por muretas de cantaria que formam um pátio interiormente rodeado de bancos. Nas laterais um bebedouro de animais e duas bicas com tanque para lavadeiras.

      A água canalizada em aqueduto de granito lavrado vem desde o local denominado Mãe D’Água, no sopé da serra, um belo bosque.”


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