quarta-feira, novembro 19

estranhas estradas


não sei quem é o autor da foto


quando se segue por estas estradas estranhas
cujo imprevisível destino pode resultar
talvez em outra estrada estranha
que pouco importa vá sentido contrário
ou que retorne para esta que venho trilhando
como se jamais outra houvesse

e de fato não há nenhuma
que seja tal qual qualquer outra
conforme se sabe desde os pré-socráticos

eu tento me dizer
mas não ouço nem me convenço
que o importante é caminhar

vá lá que seja
mas puta-que-pariu
eu quero é te abraçar beijar
acarinhar lamber penetrar

e descansar um pouco os pés


Fred Matos

5 comentários:

yehuda disse...

puta que pariu,
a ponte que partiu
esse poema é perfeito
a gente anda
somos empurrados
somos gado
o descanso na cama com elas
bom pra caralho

fred disse...

Fico contente por você gostar, Iosif. Obrigado.
Abração.

Mari Amorim disse...

Olá Fred.
Lindo poema,tenho lido alguns textos e gostei muito,um presente.
Conheci seu blog,através do
Joeldo Holanda,
Obrigado,
Abraços

fred disse...

Obrigado, Mari, pela visita, leitura e comentário.
Joeldo é um bom amigo.
Volte sempre.
Beijos

Vanessa disse...

Muito bom!!!

pesquisar nas horas e horas e meias