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sexta-feira, fevereiro 13

sábado, fevereiro 7

Lídice





Tenho uma prima, quase da minha idade, cujo nome é Lídice, foi a minha primeira paixão, mas isso é um outro assunto. O assunto agora, para cumprir o desafio de Gustavo Perez, do blog
Papagaio Mudo, é contar a história de Lídice, uma pequena aldeia tcheca, com cerca de 450 habitantes, que foi completamente destruída pelos nazistas em junho de 1942.

Mas, antes de contar a história, devo esclarecer que o desafio do Gustavo resume-se a:

1. Escolher o nome da cidade, atual ou da antiguidade, cujo nome ache o mais bonito entre todos os nomes de cidade que você conhece.
2. Postar uma foto dessa cidade
3. Escrever algo, ou alguma referencia sobre a cidade escolhida.
4. Indicar três pessoas para fazerem a mesma coisa.

Minhas três vítimas são:


1. A
MÉLIA PAIS 

2.
IOSIF LANDAU 

 3.
LUÍSA 



Agora voltemos a Lídice e a sua triste história, aqui contada com o luxuoso auxílio de São Google e trechos recortados e colados de alguns textos alusivos ao fato.

Situada na bacia carbonífera de Kladno, Lídice era uma pequena aldeia sem nenhuma importância estratégica, mas entrou para a história ao tornar-se vítima de um dos mais infames atos da Segunda Guerra Mundial.

Em 29 de maio de 1942, Reinhard Heydrich, chefe de Segurança do III Reich, que pessoalmente assumira o protetorado da Boêmia e da Morávia, para acabar com a resistência por parte dos tchecos, sofreu um atentado a bomba, vindo a falecer em 4 de junho.

Heydrich era uma figura macabra. Oficial da Marinha alemã, expulso por conduta imoral, ingressou na Gestapo e se tornou o segundo homem da organização, logo abaixo de Himmler. Odiado e temido pelos próprios nazistas, deles recebeu o apelido de Heydrich, o Verdugo.

Os tchecos, traídos pelos ingleses e pelos franceses em 1938, perderam o seu território, mas nunca se submeteram aos alemães. Em 1941, quando Konstantin von Neurath revelou-se incapaz de reprimir as manifestações dos patriotas tchecos, Heydrich conseguiu substituí-lo no Protetorado da Boêmia e da Morávia. Os horrores que ali cometeu e o terror que infundiu às pessoas lhe valeram novo apelido: o Carniceiro de Praga.

O resultado da sua crueldade foi o recrudescimento da resistência tcheca
e dois patriotas, Jan Kubis e Josef Gabeik, refugiados na Grã-Bretanha, desceram de pára-quedas perto de Praga, naquele 29 de maio, para cometer o atentado. Equipados pelos britânicos, conseguiram fugir sob a proteção de uma cortina de fumaça e se esconderam na Igreja de São Carlos Boromeu, em Praga, cujos padres davam refúgio a todos os perseguidos pelo nazismo.


A Gestapo, para vingar a morte de Heydrich, excedeu-se na selvageria. Segundo um dos relatórios da organização, apreendido pelos aliados ao término da guerra, 1331 tchecos, que nada tinham a ver com o atentado, foram imediatamente fuzilados. A Igreja de São Carlos Borromeu foi cercada, e as 120 pessoas que lá haviam se refugiado, foram massacradas. A Gestapo, por trágica ironia, ignorava que os dois matadores de Heydrich estavam entre elas.

As represálias não cessaram aí. Mas de tudo o que aconteceu naqueles dias, a civilização guarda com horror a violência praticada contra Lídice, com o falso argumento de que ali estavam escondidos Jan Kubis e Josef Gabeik.

Mal rompera o dia, em 9 de junho, Lídice foi cercada por um contingente comandado pelo capitão Max Rostock. Todos os habitantes - homens, mulheres e crianças - foram trancados nos celeiros de uma pequena fazenda. Ninguém podia deixar a aldeia, mas foi permitido o retorno dos que já tinham saído naquela manhã. Quando os nazistas chegaram, um menino assustou-se e correu. Uma velha desesperada tentou escapar pelos campos. Os dois foram abatidos com tiros nas costas.

No dia seguinte, começaram os fuzilamentos. Todos os homens, maiores de 18 anos - no total de 172 - foram executados e as mulheres deportadas para campos de concentração. Dezenove homens, que estavam trabalhando nas minas de Kladno, e sete mulheres que estavam fora da aldeia na ocasião, foram depois conduzidos a Praga, para serem mortos.

Havia quatro mulheres grávidas em Lídice. Levadas para uma maternidade em Praga, os bebês foram mortos ao nascer, e elas encaminhadas para o campo de extermínio de Ravensbrueck, para onde já tinham sido enviadas as outras mulheres da aldeia.

Das crianças só escaparam as que possuíam as supostas características arianas (olhos azuis, cabelos louros, crânio dolicocéfalo). Foram entregues a famílias alemãs, para serem criadas como verdadeiros alemães.

Liquidada a população, os nazistas incendiaram a aldeia e depois dinamitaram as
ruínas para que não restasse pedra sobre pedra e chegaram ao cúmulo de desviar o curso do rio que passava ao lado da aldeia.. Terminada a guerra, o governo tcheco reconstruiu Lídice como monumento nacional. Mineiros de todo mundo contribuíram para um memorial, cuja parte maior é constituída por um canteiro de rosas vermelhas.

Dezessete crianças, das que foram levadas pelos alemães, puderam ser localizadas depois da guerra. Elas e mais as mulheres que conseguiram sobreviver ao extermínio nos campos de concentração voltaram para a nova Lídice, onde permaneceram como testemunhas da bestialidade nazista.

Para homenagear as vítimas a antiga Santo Antônio do Capivari, situada no quilômetros 50 da RJ-155 e da ferrovia que liga Angra dos Reis ao Sul do estado de Minas Gerais, trocou o nome para Lídice, em 1944, e abriga sinais dessa história, como a estátua de uma Fênix -- a mitológica ave que renasce das cinzas -- na praça central. No seu Centro Cultural há marionetes tradicionais da República Tcheca, quadros e exposições sobre o país do Leste Europeu.


Ps: Gostei tanto do texto da Alice Salles para Los Angeles, a cidade que ela escolheu, que resolví editar este post para colocar o link do trabalho dela:

http://ilumine.thedharmabum.org/2009/02/o-nome-da-cidade-cujo-nome-ache-o-mais.html

quinta-feira, janeiro 22

clique - congonhas e os profetas do aleijadinho


Fotos: Fred Matos


Situada a cerca de 90 quilômetros de Belo Horizonte, Congonhas se característica pela riqueza remanescente do período barroco e do estilo rococó deixado por diversos artistas como Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, e de pintores como Manuel Athaíde.
No Santuário de Bom Jesus do Matozinhos, inspirado em santuários portugueses, enconta-se com uma das obras mais festejadas de Aleijadinho, os doze profetas esculpidos em pedra sabão e as seis capelas com os passos da paixão, o que torna a cidade um dos principais pólos turísticos do Estado de Minas Gerais.
Além do Santuário outras igrejas de destaque na cidade são a Matriz de Nossa Senhora da Conceição, a Matriz de São José, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, e de Nossa Senhora da Ajuda e a de Nossa Senhora da Soledade.
A principal festividade religiosa é a do Jubileu do Senhor Bom Jesus, que se realiza entre os dias 7 e 14 de setembro.
Como parte do “Programa Monumenta”, o Ministério da Cultura aprovou a construção do primeiro museu moderno com dependências subterrâneas de Minas Gerais. O Museu de Congonhas deverá abrigar os 12 profetas de Aleijadinho. No adro da basílica serão colocadas réplicas das esculturas. Sua área corresponde a 3.680 metros quadrados, contendo parte de sua estrutura localizada no subsolo do Hotel Colonial. A praça da Basílica também deverá ser duplicada.
 









domingo, janeiro 4

clique - São João Del Rei


Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar
São João Del Rei (MG)



Foto: Fred Matos



Foto: Fred Matos



Foto: Fred Matos


Rica e esplendorosa a catedral basílica de Nossa Senhora do Pilar é um dos orgulhos da arquitetura religiosa mineira e tem a sua história ligada início do povoamento local. Sob a responsabilidade da Irmandade do Santíssimo Sacramento, começou a construção de uma nova igreja em substituição da capela que teria sido incendiada durante os conflitos da Guerra dos Emboabas em 1709. A licença para esta nova construção é datada de 12 de setembro de 1721. Em 1732 quando as obras já estavam bem adiantadas chegaram de Portugal: ouro em folha, gessos, óleos, tintas e outros materiais destinados à capela-mor. Vieram também dois admiráveis painéis, 'A Santa Ceia' e 'Jesus na Casa do Fariseu'. Para complementar a obra ainda era necessária a forração da igreja, além da colocação de lâmpadas, torre e sinos. “No ano de 1750, a edificação já se encontrava praticamente concluída e ornada como se infere da descrição feita por José Álvares de Oliveira, em sua História do Distrito do Rio das Velhas escrita no mesmo ano. “ (IPHAN) Existe pouquíssima documentação sobre sua construção e os artistas que nela trabalharam. Dos poucos nomes registrados dois se destacam: Francisco Lima Cerqueira, grande construtor português que atuou em São João del Rei e Manuel Vitor de Jesus. Com todas as pompas, próprias da encenação barroca da morte, foram aqui celebradas “as barroquíssimas exéquias” de D. João V em dezembro de 1750, o soberano português havia falecido em 31 de julho. Aqui também se celebrou um Te-Deum em regozijo pelo malogro da Inconfidência Mineira.
Créditos: SETUR/MG

Endereço: Rua Getúlio Vargas
Bairro: Centro

Texto copiado do site:  BrasilViagem.com

terça-feira, dezembro 16

clique - Tiradentes



Foto: Fred Matos


Tiradentes surgiu com a corrida do ouro no século XVIII, fundada por bandeirantes paulistas, que descobriram filões de ouro nas encostas da Serra de São José. 
Em 1702 o arraial recebeu o nome de Santo Antônio do Rio das Mortes.  O ouro abundante financiou a construção de um dos mais belos acervos barrocos de Minas Gerais, uma verdadeira preciosidade setecentista que permaneceu escondida durante muito tempo.
Para a construção de igrejas, capelas, prédios públicos e particulares  foram contratados os maiores mestres da época, entre o quais Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho , responsável pela arquitetura da fachada da Matriz de Santo Antônio, o último projeto executado pelo artista, em 1810. 
No início do século XIX com as minas de ouro exauridas a decadência econômica -- fator que hoje se considera  fundamental para a preservação de seu acervo arquitetônico -- foi inevitável e a vila perdeu importância política, a população declinou e outras vilas desmembraram-se da Vila de São José Del Rey, nome que recebeu em 1718, em homenagem ao príncipe D. José, futuro rei de Portugal.  
 Com o advento da República e o esforço para apagar lembranças dos tempos imperiais, o nome foi mudado para Tiradentes.
A situação começou a mudar depois que foi visitada em 1924 por um grupo de intelectuais, participantes da Semana de Arte Moderna de 1922, que, encantados pelo seu conjunto arquitetônico e artístico patrocinaram o tombamento pelo Patrimônio Histórico Nacional, que viria acontecer em 1938. 
Atualmente Tiradentes é uma das cidades históricas com maior vocação turística de Minas Gerais e do Brasil.


sexta-feira, dezembro 12

clique - Tiradentes



Foto: Fred Matos

Chafariz de São José - Tiradentes - MG


     Segundo pesquisa de Olinto Rodrigues dos Santos Filho, do Instituto Brasileiro do Patrimônio Cultural e membro do Instituto Histórico e Geográfico de Tiradentes, “o Chafariz de São José, foi construído em 1749 pela Câmara para o abastecimento d’água da Vila de São José.  É uma peça do tipo pariental que lembra uma fachada de igreja, sendo constituída por duas pilastras laterais ornamentadas com vastas volutas e guirlandas de flores de cantaria. O coroamento é feito por um frontão curvo encimado por cruz, com pináculos sobre as pilastras. A parede em alvenaria de pedra abre-se no centro em nicho que guarda a imagem de São José de Botas. Logo abaixo estão colocadas três carrancas com bicas de bronze, donde verte a água a um tanque com paredes sinuosas. No meio do frontão, em pedra talhada, aparece o brasão d’armas do reino de Portugal.

     A parte fronteira do Chafariz é circundada por muretas de cantaria que formam um pátio interiormente rodeado de bancos. Nas laterais um bebedouro de animais e duas bicas com tanque para lavadeiras.

      A água canalizada em aqueduto de granito lavrado vem desde o local denominado Mãe D’Água, no sopé da serra, um belo bosque.”


quarta-feira, dezembro 10

clique - Sabará



Foto: Fred Matos

Chafariz do Kaquende
Sabará - MG
Construído em 1757, o Chafariz do Kaquende em Sabará faz parte do momento de expressão máxima do barroco mineiro, associado ao contexto de riqueza com a produção aurífera. O nome, dado pelos escravos, tem origem iorubá, e significa mercado, comércio.

sexta-feira, novembro 21

clique - Arraial D'Ajuda












Arraial d´Ajuda, 

distrito de Porto Seguro 

Bahia

Fotos de Fred Matos



terça-feira, novembro 18

clique - São João del Rei - Igreja de N.Sra. do Carmo




Foto: Fred Matos

Um dos mais marcantes templos de São João del Rei, é a Igreja da Ordem 3ª do Carmo. As primeiras referências à sua construção são de 1734, quando se deu a benção da capela-mor. Dom Antônio de Guadalupe, bispo do Rio de Janeiro, havia autorizado a construção em dezembro de 1732. A partir daí, tem-se uma sucessão de datas que se estendem até 1879. Isso demonstra que as obras foram lentas e as diversas reformas, executadas ao longo dos dois séculos.
 

foto: Fred Matos

sábado, novembro 8

clique - Igreja de N.Sra. do Rosário dos Pretos - Penedo (AL)


Igreja de N.Sra. do Rosário dos Pretos 

Catedral Diocesana

Construída em 1634

Foto: Fred Matos

 

Penedo (AL)

 

A fundação de Penedo data do início da colonização portuguesa, em 1565. Os portugueses, os holandeses e os franceses deixaram suas marcas, no estilo colonial e na arquitetura barroca de seus templos. Há na cidade edificações neoclássicas e até exemplares de art-nouveau do final do século 19. Seu apogeu econômico ocorreu no século 19, com o renascimento da indústria do açúcar.

A cidade de Penedo possui um centro histórico de significativa importância, formado pelos conjuntos de logradouros públicos e edificações integrantes do Patrimônio Nacional.

 

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