não sei quem é o autor da foto
talvez jamais seja entendida
a exata dimensão do interrompido gesto
eternamente fixado naquela fotografia
e que ele pertencia a um impulso
necessário para a reedição das fantasias
que se perderam nas pontas dos nossos dedos
fantasias que deixamos esvaírem-se
tantas quantas éramos capazes de imaginar
enquanto sorriamos felizes
pois éramos jovens e inocentemente acreditávamos
que o amanhã era um lugar distante
com o qual não devíamos nos preocupar
agora sabemos que distante é o passado
e que dele só restou aquela velha foto pendurada na parede
Fred Matos
19/12/2008
a exata dimensão do interrompido gesto
eternamente fixado naquela fotografia
e que ele pertencia a um impulso
necessário para a reedição das fantasias
que se perderam nas pontas dos nossos dedos
fantasias que deixamos esvaírem-se
tantas quantas éramos capazes de imaginar
enquanto sorriamos felizes
pois éramos jovens e inocentemente acreditávamos
que o amanhã era um lugar distante
com o qual não devíamos nos preocupar
agora sabemos que distante é o passado
e que dele só restou aquela velha foto pendurada na parede
Fred Matos
19/12/2008
18 comentários:
Fantasias rasgadas não pelo uso, pelo descaso de não ter usado, realizado, conquistado...
Amanhã, quem sabe, uma nova chance de algo novo.
Triste ser covarde.
Seu texto é lindo e... triste!
beijo pra vc
..........Cris Animal
Foi Vinicius de Morais quem disse que
“É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração
Mas pra fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
É preciso um bocado de tristeza
Senão, não se faz um samba não”
Certo que não escrevo samba, mas com a poesia se dá algo semelhante, conquanto seja possível se fazer poemas alegres e que a tristeza sozinha não é garantia de bons versos.
Obrigado, pela visita, leitura e comentário.
Beijos
fred:
passo e te deixo um grande abraço.
romério
Obrigado, Romério.
Abração.
Fred,
Ligar-se ao passado é viver em função de interrompidos gestos.
Muito bom poema, parabéns.
Abração
Joeldo
Por isso temos que viver no Hoje, tudo que for possível, o mais intensamente possível, buscando sempre (ainda que por caminhos tortos, às vezes) ser feliz...
Porque assim, a velha foto pendurada na parede, talvez traga a dor da saudade, mas seguramente tará a alegria e satisfação de ter vivido aquele momento...
Sei que é difícil (como eu sei!!!), mas esse deve ser sempre o nosso foco...ser feliz!
Mais um lindo poema...já virei fã...rs
Abraço
Fabiana
o passado é mesmo o distante... o futuro é logo ali, piscou ele jáé presente, piscou de novo upsss ...já era.
abraços e um bom natal pra ti, acompanhados de um ano novo cheio de paz, saúde e inspirações.
Obrigado, Joeldo.
É sempre bom receber a sua visita, leitura e comentário.
Abração
Você tem razão, Fabi.
Agradeço-lhe a visita, leitura e comentário.
Beijos
Feliz Natal e um ótimo ano novo pra você também, Simone.
Agradeço-lhe visitar-me, ler-me e comentar.
Beijos
Muito triste. E belo.
É preciso um bocado de tristeza, senão não se faz um poema não.
Sim, concordo com Vinícius, é por isso que amo Cartola, nele samba é poesia e vice-versa.
Falando no assunto...
"Tenho todos os motivos menos um de ser triste. Mas o cálculo das probabilidades é uma pilhéria" (Manu)
E tudo pode acabar em samba. Ou em poesia.
o amanhã não é tão distante assim!
belo poema, prá variar.
abs
Você tem razão, talvez nunca seja entendida a ação aternizada e congelada em uma fotografia.
Não se seus contextos não forem estudados.
Sim, o cálculo das probabilidades é mesmo uma pilhéria, Bruna.
Também gosto de Cartola, e de Batatinha, conhece?. Foi ele que escreveu: "Meu desespero ninguém vê, sou diplomado em matéria de sofrer"
Obrigado, amiga, pela visita, leitura e comentário.
Beijos
Obrigado, Tarcísio.
Grande abraço.
Às vezes nem com o estudo do contexto, Pâmela.
Fiquei contente com a sua visita, leitura e comentário.
Beijos
Muito bonito o poema, Fred!
A fotografia do passado também.
Muitos beijos,
C.
Obrigado, Camila.
Deixa-me contente que você goste.
Beijos
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