quarta-feira, janeiro 28

epitáfio


ilustração: Jan Saudek


aqui jaz
um ninguém
nascido verbo
morto talvez
por uso vago

oremos por ele
neste calvário



Fred Matos
publicado em "Anomalias".
Editora Kelps
Setembro/2002

19 comentários:

Bruna Mitrano disse...

Esse poema foi colocado agora, né? Acho que eu e ele (o poema) entramos no teu blog juntos!

Oremos por ele sim, oremos aos deuses que dançam, porque só esses fazem sentido (plagiando a idéia do Oswald, sou uma fraude..rs).

A minha frase escolhida já está lá (e a continuação da brincadeira), no lado direito do blog.

Abraço, Fred!

Cecilia Tannuri disse...

VIZITEM ESTE BLOG.

TUA OPINIAO É MUITO IMPORTANTE PARA COMBATER A VIOLENCIA FAMILIAR !!!

http://violenciasemrastros.blogspot.com/

Cosmunicando disse...

amém... gostei desse epitáfio.
beijos

hfm disse...

Fico sem fala. Este vc há-de-me deixar colocar na Cabotagem, tábem, amigo?

ma grande folle de soeur disse...

Genial... Amén.

Graça Pires disse...

Nascido do verbo.
Morto neste calvário... Oremos Sim.
Excelente, amigo. Um abraço.

fred disse...

Bruna,
Meus mais recentes dias têm sido ocupadíssimos e minhas vindas ao blog rápidas, em prejuízo das visitas aos blogues dos amigos, mas é claro que vou lá olhar.
Obrigado, amiga.
Abraço

fred disse...

Visitarei, Cacilia. Toda violência deve ser combatida e a praticada intra-muros é inominável.

fred disse...

Fico contente por você gostar, Mercedes.
Obrigado
Beijo

fred disse...

Claro que pode, Helena.
Fico contente.
Obrigado.

fred disse...

Obrigado, "ma grande...".

fred disse...

Que bom que você gostou, Graça.
Obrigado.
Abraço

Simone Petry disse...

pobre verbo!!

Mauro Jorge disse...

Oi Fred,

Já te respondi no meu blog.
Tranquilo, aguardo sem problemas.

abraço
Mauro

Mauro Jorge disse...

O tom de teu poema lembrou-me um poema do meu 2o livro, editado em 2003:

Banquete da graça e da memória

de mãos postas
leve poeira na mesa

um cão em escombros à volta,
desconstruído,
pastando teias de aranha inabitadas

frescor de casa devassada pelo vento/
por todas as entradas

um pincel de luz
sai do sótão
e ilumina os convivas
com olhos de abismo
diante do simples barroco do alimento

Hoje comeremos carne

(in Cão sem rosto no lado b do horizonte)

D.Ramírez disse...

amém..rs
abs

fred disse...

Obrigado, Simone.

fred disse...

Gostei do poema, Mauro.
Obrigado.
Abraços

fred disse...

Abração, Ramírez.

pesquisar nas horas e horas e meias