quinta-feira, novembro 13

o cheiro de sangue ainda quente


Foto: Mário Cravo Neto


quando a tive nos meus braços
cri que eras inocente
cego de paixão, não pude perceber
o cheiro de sangue ainda quente

quem há de crer que um vampiro experiente
não tenha percebido a mancha escura
e o cheiro de sangue ainda quente
escorrendo farto na tua vulva?

neguei os meus instintos, contive a fúria
deixei-te incólume aos meus dentes
poupei-te de uma eterna amargura

hoje, na minha memória perdura
o cheiro de sangue ainda quente
invadindo meu corpo e minha mente.


Fred Matos




2 comentários:

yehuda disse...

umas vez nos braços
não há como desfazer os laços
pura ou impura eu avanço
e depois um abraço

excelente, Fred

fred disse...

Muito obrigado, amigo querido.

pesquisar nas horas e horas e meias