terça-feira, novembro 4

quando a tarde cai



ilustração: foto Adenor Gondim


cansados
voltam para casa
quando a tarde cai

uns de ônibus
carro metrô bicicleta
a pé até

que a carestia não dá trégua
e o da passagem pode ser pra o pão

passam rodas
narizes varizes
da cidade
artérias negras entupidas

só a fumaça não passa

aquele vai lento
atento a peitos ancas bundas

outro corre para o ponto
donde parte o lotação

buzinas buzinas impropérios

o trânsito atravancado
indica que a vida segue seu curso

e que ser feliz é ter para onde voltar
quando a tarde cai




Fred Matos

4 comentários:

yehuda disse...

voltam pra casa
quando a tarde cai
e o que os cerca
é um violento aiiiii!
e a vida continua
pra tarde do dia seguinte
nada melhorou
nem mudou
o mesmo inferno
ao redor

fred disse...

É verdade, Yosif, no entanto voltam...
Abração

*Caroline Schneider* disse...

É, tens razão... felicidade é simplesmente isso! =) Agradeço a visita no meu blog Monopólio da Mente. Tuas poesias são lindas e teu blog é muito feliz e colorido! Voltarei mais vezes aqui! Sucesso com tua literatura! Bjs

fred disse...

Agradeço-te por retribuir a visita, pela leitura e pelo comentário gentil, Caroline.
Beijos

pesquisar nas horas e horas e meias