terça-feira, dezembro 9

alienação

para Geraldo Mário Moreira Luna


Foto: Estevam Figueiredo



Sobre a terra nua onde habitam
crianças comem, cagam e brincam,
disputando com ratos os restos do pão.

Atenta à novela da televisão,
a que as pariram grita para que se calem,
pois a vida que vive é àquela imagem
onde descobre que a sociedade
progride a golpes de sorte ou traição.



Fred Matos
publicado em "Eu, Meu Outro"

Editora Poesia Diária
Maio/1999


7 comentários:

Duuh!. disse...

Gosto nada!!
;P

hauahauahaua.

adorei esse poema, é bem uma infeliz realidade. =/

beeijos

Vieira Calado disse...

Todos dias é o mesmo Natal, para essas crianças.

Um abraço

mariza disse...

belo e forte. e doloroso, como uma pontada no coração.
beijo, Fred.

Andréia Alves Pires disse...

forte isso! gostei. bjo, bjo.

Jo Bittencourt disse...

Para tanto haja anestesia...

Tensas essas cenas.


:*

fred disse...

Obrigado, Duuh. Me deixa contente que você goste do poema.
Beijos

Pois é, Vieira, entra Natal, sai Natal e fica tudo igual.
Abraços

É mesmo doloroso, Mariza, felizmente existem pessoas como você que trabalham para tentar mudar esta triste realidade.
Beijos.

Ah! Andréia, que bom receber a sua visita, leitura e comentário. Sou fã dos seus textos.
Beijos.

Não há anestesia que baste, Jo.
Obrigado, amiga, pela visita, leitura e comentário.
Beijos

Maurício disse...

Ouço dizer que Marx dizia que a religião era o ópio do povo, agora além das religiões, das próprias drogas, há a televisão que é o circo moderno. Para acalmar o povo dê-lhe pão e circo, já diziam os romanos. É um bom poema, Fred.

pesquisar nas horas e horas e meias