segunda-feira, abril 13

a menina e o náufrago


foto: Fred Matos


nada é perdido
transformamos-nos somente

quiçá o oceano de anos
nos tenha sido necessário
para a concepção dos sonhos

que sem ele
seriam soterrados
sob as ruínas da realidade

olhemos para frente
com o olhar tranqüilo
de quem espera o vinho
alcançar a maturidade

construiremos
pacientemente
um novo cais
onde a menina
e o naufrago
mergulhem
sorridentes

na eternidade


Fred Matos

8 comentários:

Mirse disse...

Realmente, Fred. Sem os sonhos, por menores que sejam sucumbimos.
Particularmente, de tantos sonhos desfeitos por outros imperfeitos seres como eu, não tenho mais essa paciência de olhar para frente e alcançar metaforicamente, o vinho in matur.

Belíssimo e reflexivo!

Grande abraço

Mirse

Prix disse...

Calmaria, tranquilidade, paciência... tudo que preciso.
Belo poema!

Até!
=]

fred disse...

Espero nunca perder a capacidade de sonhar, Mirse, independente de qualquer circunstância.
Agradeço-lhe a leitura e o gentil comentário.
Beijos

fred disse...

Agradeço-lhe a visita, leitura e comentário, Prix.
Espero que volte mais vezes.
Beijos

nina rizzi disse...

não somos mais o mesmo. mais do mesmo?

belíssimo o poema. o anterior também :)

Adriana Godoy disse...

E nós mergulhamos juntos...à menina e ao náufrago. Bonito, Fred. Bj

fred disse...

Somos sempre apenas transformação, não é mesmo Nina?
Pelo menos até nos tornamos eternos.
Obrigado, querida.
Beijos

fred disse...

Obrigado, Adriana.
Beijos

pesquisar nas horas e horas e meias