domingo, dezembro 20

canção popular




“...Apenas o poeta vende sua alma para separá-la
Do corpo que ama.”

Tomaž Šalamun
Tradução: Priscila Manhães


ilustração: Jan Saudeck



nem sempre o poeta ama
o corpo ao qual se acopla
quando vende sua alma
como o ladrão sua mulher
ou o bêbado o seu casaco
para saciar um desejo
para enganar o seu ego
com os aplausos fúteis
à sua poesia elaborada
tão vazia de significados
quanto os mortos que habitam
nas entrelinhas dos versos

quem souber que cante outra
que seja desta o inverso.



Fred Matos

12 comentários:

Cosmunicando disse...

muito bom, Fred... aproveito pra te desejar boas festas e um ótimo 2010!
beijos

Sônia Silvino disse...

Fred!
Mais uma bela obra poética!!!
Boa semana!

myra disse...

os mortos... beleza,
beijos

Fred Matos disse...

Obrigado, Mercedes.
Desejo-te também um bom natal e ótimo 2010.
Tenho visitado seu blog, às vezes dá vontade de comentar, mas...
Beijos

Fred Matos disse...

Obrigado, Sônia.
Ótima semana pra você.
Beijos

Fred Matos disse...

Agradeço-lhe pela visita, leitura e comentário, Myra.
Ótima semana.
Beijos

Átila Ferreira disse...

Suas poesias são sempre muito bem trabalhadas. tenha certeza que ganhou um fã! Grande Abraço.

Fred Matos disse...

Agradeço-lhe, Átila.
Também gostei dos seus poemas, motivo pelo qual acompanho o seu blog.
Apareça sempre.
Ótima semana.
Abraços

Átila Ferreira disse...

Pode ter certeza que acompanharei o seu também. Cara, você é fera, brinca com as palavras com maestria! Grande abraço.

Fred Matos disse...

Bondade sua, Átila.
Grande abraço

Chico de Assis disse...

Que desperdício de energia, demosntra o quadro. Quanto ao poema, muito bonito.
Parabéns!
Tenho um Blog de poesia em áudio - falada -, gostaria de receber sua visita.
www.chicodeassispoesia.blogspot.com
Abraços
Chico de Assis

Fred Matos disse...

Agradeço-lhe a visita, leitura e comentário, Chico.
Já estou indo ao seu blog.
Grande abraço

pesquisar nas horas e horas e meias