quinta-feira, janeiro 28

uma só quê

Este é um dos poemas da série "sobras do Anomalias"

foto: Fred Matos

há uma sílaba
que nego aos lábios
e levo oculta
lavrada na palavra vã,
bruma
onde esvanece
o significado
do signa do saber.

há uma sílaba
que levo aos lábios
e leve oculta
livrada na palavra vã,
bruma
onde escarnece
o significado
do signa do sabor

há uma que levo
há uma que leve
há uma que evoque
há uma que louca
há uma e outra

não há uma só quê.


Fred Matos


10 comentários:

myra disse...

gostei, amei, adorei!!!!TUDO!!!
beijos

Cris de Souza disse...

Evoé !

Fred Matos disse...

Obrigado, Myra.
Ótimo fim de semana.
Beijos

Fred Matos disse...

Cris,
Agradeço-lhe a visita, leitura e a saudação, que retribuo.
Espero vê-la mais vezes aqui.
Ótimo fim de semana.
Beijos

Mirse Maria disse...

Belíssimo, Fred!

Construção sobre sílaba, sobre palavra.

A última estrofe já define a beleza do poema como um todo!

Parabéns!

Beijos

Mirse

Fred Matos disse...

Obrigado, Mirse. Fico contente por você gostar.
Ótimo fim de semana.
Beijos

Adriana Godoy disse...

há uma palavra que quer sair e dizer: bravíssimo. Beijo.

Fred Matos disse...

Obrigado, Adriana.
Ótimo fim de semana.
Beijos

tania não desista disse...

oi fred!
não há uma só...que diga...quanto achei interessante!
mas...criativa...pode ser uma delas!

gostei de tê-lo como leitor...já faz tempo ...meu olhar silencioso
...aprecia sua escrita.

quanto à foto...adoro um grafite.
ótima escolha
bjo
taniamariza

Fred Matos disse...

Criativa é, para o caso, a minha preferida, Taniamariza. E agradeço-lhe, também, pelo olhar silencioso e hoje por comentar.
Ótimo fim de semana.
Beijos.

Em tempo: Gosto dos seus poemas e, geralmente, o meu olhar é silencioso também.

pesquisar nas horas e horas e meias