segunda-feira, setembro 29

poetas de outras horas - Federico Garcia Lorca


ilustração: foto de Mário Cravo Neto


VENUS

Así te vi

La joven muerta
en la concha de la cama,
desnuda de flor y brisa
surgía el la luz perenne.

   Quedaba el mundo,
lirio de algodón y sombra,
asomado a los cristales,
viendo el tránsito infinito.

   La joven muerta,
surcaba el amor por dentro.
Entre la espuma de las sábanas
se perdía su cabellera.



Tradução: William Agel de Mello


VENUS

Assim te vi

A jovem morta
na concha da cama,
despida de flor e brisa
surgia na luz perene.

   Ficava o mundo,
lírio de algodão e sombra,
assomado às vidraças,
vendo o trânsito infinito.

   A jovem morta
surcava o amor por dentro.
Entre a espuma dos lençóis
perdia-se a sua cabeleira.


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