terça-feira, junho 2

a música das horas e horas e meias


Zé Ramalho

Pra não dizer que não falei de flores





Composição: Geraldo Vandré


Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Caminhando e cantando
E seguindo a canção...

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(2x)

Pelos campos há fome
Em grandes plantações
Pelas ruas marchando
Indecisos cordões
Ainda fazem da flor
Seu mais forte refrão
E acreditam nas flores
Vencendo o canhão...

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(2x)

Há soldados armados
Amados ou não
Quase todos perdidos
De armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam
Uma antiga lição:
De morrer pela pátria
E viver sem razão...

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(2x)

Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Somos todos soldados
Armados ou não
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não...

Os amores na mente
As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Aprendendo e ensinando
Uma nova lição...

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...(4x)

4 comentários:

Mirse disse...

Linda música!

Eu a tenho na voz de Vandré, mas a letra é algo que sempre bateu fundo no meu peito.

Tempos tristes da ditadura, não muito para mim, pois embora casada tinha dezesseis anos e achava que os guardas que durante dez anos me seguiaram eram para me proteger.

Oh infantilidade!

Mas lembro bem da morte do estudante e em seguida do lançamento da música proibidíssima!

Mais uma vez seu bom gosto aguçado!

Parabéns, Fred!

Beijos

Mirse

Mirse disse...

E essa frase "QUEM SABE FAZ A HORA NÂO ESPERA ACONTECER", mantra da época será sempre atual, não acha?

Beijos

fred disse...

Mirse,

Ontem eu escolhi a música porque quero algo que combinasse com o protesto contra o projeto do Senador Azeredo que pretende implantar, através da Internet, as “teletelas”, como previsto por George Orwell, no romance “1984” . Talvez o Senador pretenda tornar-se o “Grande Irmão”.

Encontrei no Youtube com a voz de Vandré, mas a qualidade desta gravação, de Zé Ramalho, estava bem melhor, e, além disso, de uma tacada só, homenageei dois músicos que ainda não havia publicado.

Agradeço-lhe a visita e comentário.
Beijos

fred disse...

Onde está escrito "quero", leia-se "queria"


conquanto continue querendo

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