terça-feira, junho 9

pinga, beijos, abarás e chocolate



para Lick, com amor

foto: Mário Cravo Neto


nem um milhão de abarás
vale tanto quanto o teu sorriso

por ele tenho um sonho nos olhos
e na linha do horizonte posso ver
o vento carregando a chuva
vindo regar nosso canteiro

sinto o sol mornando a pele
e pão na boca de toda gente

e pinga da boa

que nem de pão somente
faz-se uma boa refeição.

nos lábios tenho uma canção
que ecoa na serra das almas
e na alma da civilização

e enquanto este dia não vem
na escuridão da noite
o que me abate
é o cotidiano combate
em cujas tréguas trocamos
beijos ardentes
e chocolate


Fred Matos

18 comentários:

nina rizzi disse...

nossa, fred, que lindo! e não é exagero, não, visse ;)

"nem só de fé viverá o homem, mas também de pão e seus compostos". já dizia o grande machado de assis.

os dois primeiros versos são pra ler ajoelhada.

e os últimos, com beijo e chocolate, claro.

é lindo demais. eu gostava que fizessem poemas assim pra meus olhos e sorrisos... todo mundo gostava :)

beijo.

Adriana Godoy disse...

Uau... que beleza!! Beijo.

Mirse disse...

Muito lindo, Fred!

Esse cotidiano combate faz o coração bater mais forte!


Beijos

Mirse

dila disse...

Lindo, muito lindo!
To esperando para ouvir sua canção
Amo-te de montão

fred disse...

Obrigado, Nina.
Tenho certeza que alguém faz, de uma outra maneira certamente faz.
Beijos

fred disse...

Bom que você gostou, Adriana.
Obrigado.
Beijos.

fred disse...

Faz sim, Mirse.
Agradeço-lhe a leitura e comentário.
Beijos

fred disse...

Não se avexe que já tô chegando, Lick.
Beijão.

Lola disse...

Saudades imensa de ti!

E a vida não dá nem se quer
uma colherzinha de chá.

Ah... que ando morrendo de sede
neste sertão de mim!

Beijo grande!

fred disse...

Saudade de você também, menina.
Veja que coincidência: ontem (ou anteontem, já não sei) eu zapeava os canais e, no Fashion TV, (ou terá sido no GNT?) uma certa Paola falava (se não estou enganado) sobre moda, talvez sobre os desfiles do Fashion Rio (ou algo assim) e eu pensei cá com os meus botões: será que é a minha amiga Lola esta Paola? Depois achei que não, pois a última notícia que tenho sua é que se casou e está morando no sertão (no Ceará?, no Piauí?, no Maranhão?)
Ah! volte mais vezes e mande notícias.
Beijão.

Renata de Aragão Lopes disse...

"nem um milhão de abarás
vale tanto quanto o teu sorriso"

Se houvesse parado aí,
já teria sido lindo...

fred disse...

Lindo e gostoso, Renata.
Há poucas coisas que eu gosto tanto quanto de abará.
Agradeço-lhe vir, ler e comentar.
Beijos

Elis Zampieri disse...

Sei não o que é abará. Mas deve se bom, tão bom quanto seu poema será?

Beijos Fred

nina rizzi disse...

um sorriso pode
por vezes
ser a melhor poesia.

fred disse...

Abará, Elis, é um acepipe baiano, feito com massa de feijão fradinho, temperada com cebola e camarão seco defumado, cozido em banho-maria, enrolado em folha de bananeira.
A massa é quase a mesma do acarajé, com a diferença que no abará a acrescentado um pouco de azeite de dendê, que, no caso do acarajé, é usado para fritar os bolinhos.
Simplificando: o Abará é o acarajé cozido, em vez de frito.
Eu acho muito melhor que o meu poema.
Agradeço-lhe por vir, ler e comentar.
Beijos

fred disse...

Sim, Nina.
Sorriso (os verdadeiros) são a melhor poesia.
Obrigado.
Beijos

Lou disse...

Difícil elencar os versos que mais me chamaram a atenção. Belíssimo!

Abraços, Fred!

fred disse...

Agradeço-lhe a visita, leitura e comentário, Lou.
Beijos

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