a borboleta voa rota que jamais percorri meus olhos incrustados nas asas vêem geografias inusitadas: um corpo tornado palco dentes em spotlights os braços densas cortinas sobre as pernas platéia de sátiros
pluma pousa baila sorri sabe que o mundo é teatro que a tragédia é o balido de um bode e que quando fecho meus braços a dicotomia não cessa segue latente nas almas dos que beberam o sangue do herói irredimível.
nada que lhes disse é fato mas tudo na peça é possível.
Desculpa, se ao ser objetiva não consegui passar a essência do que pensava. Não leve isso como uma ofensa, por-favor!
Qto ao teu comentário, concordo contigo. No que diz respeito aos tantos muros que temos que ainda derrubar. Gostei desta reflexão e como escrevi para o Marcos, quando lembrar do fato que aconteceu lá na infância, linkarei com esta reflexão sobre os muros.
Ainda no tema e defendendo meu pai, acho que ele expressou a indignação com quantas coisas erradas que acontecem ainda. Um pouco de saudosismo também.
Claro que não foi uma ofensa, Marguerita. Não entendi assim. E espero que você tenha entendido que o meu comentário no seu post não o contraria em nada, eu apenas quis reforçar. Ou seja: seu pai está coberto de razão. Agradeço-lhe a visita e comentário. Que seja ótima a sua semana. Beijos
É pra já, Ianê. Só não tenho ido mais vezes, no seu blog e nos dos outros amigos, porque está péssima a minha conexão com a internet e nos momentos que consigo acessar aproveito para responder aos comentários e para postar. Mas prometo que vou hoje.
Claro, Mariana: pensamentos não podem ter limites e nem sofrerem censura de espécie alguma. Deixa-me contente e agradeço-lhe pela visita, leitura, comentário e por passar a seguir o blog. Ótima semana. Beijos
Na peça tudo é possível, Adriana, na vida factual nem tudo, até que se prove o contrário (risos). Agradeço-lhe pela visita, leitura e comentário. Ótima semana. Beijos
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Aqui é O Melhor Lugar - Cecelia Ahern
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tolos
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em toda maldita área imaginável
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Científicos noruegos encuentran una mutación 'preocupante' del virus de la gripe AEl temor a una posible mutación del virus H1N1 ha estado presente desde el ...
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O inferno é aqui! - Cazuza
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"O inferno é aqui.A cabeça da gente é um inferno!!!E essa de "o inferno são os outros" não sei não... Pra mim, que dependo muito de amigos, de carinho dos ou...
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*Aproxima-se, tênue, no horizonte,
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Comigo
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Eu não consigo te ver, consoante a sua fase permanente de Lua Nova que
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*Só porque eram primos*, pensou; depois escorregou o olhar para os cantos. E
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VASTAS EMOÇÕES
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*Bronx Mowgli Wentz* *pesava 3.18 kilos e 52.1 centímetros.
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Queridos amigos
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Ce fericiţi am fi-mpreună! de Alexandru Vlahuţă
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Dacă e vineri - e poezie pe pâine
(n. 5 septembrie 1858, Pleşeşti (azi Alexandru Vlahuţă, Vaslui) - d. 19
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Fitou-me por algum tempo em silêncio, antes que voltasse a falar.
Derrepente, por mais absurdo que me parecesse, começou a gargalhar. Ria e
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Agora com quase 6205 dias de vida, sei muito bem o que eu sou, quem sou, o
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Sentirte en Mí
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(Relato a cuatro manos concebido tras la invitación
de García Francés a sus eróticos Juegos de Otoño)
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Os anjos disseram amém!
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Ele ficou adormecido por 9 anos. Recluso em sua prisão, esqueceu que tinha
asas, por isso não fugiu, preferindo sonhar com a luz que um dia chegaria
nova...
eu e a cidade
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---- (para o poeta da cidade que desaparece)
sempre
-------andei pela cidade
me sentindo invisível
agora
------que ela desaparece
encontrei meu lugar
fina...
.Bonito isso.
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[imagem: deviantart]
"Ela é mais que um sorriso tímido de canto de boca, dos que você sabe que
ela soube o que você quis dizer. Ela fala com o coração e s...
1379) “Pré-História do Futuro” (15.8.2007)
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No confronto de idéias entre a Cidade e o Sertão há um mito poderoso: o da
Aventura, que cada qual, curiosamente, reivindica para si. Para os urbanos,
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por encantamento corri pro bar
comprei uma latinha, tomei um longo gole
finalmente atravessei a rua e fui falar com a minha ruína
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Compasso visionado
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Procuro quem já encontrei, Outono no meu Verão
Adágio nas tuas mãos cálidas, quente gelo plácido
Como cálice vertido no tempo – sangue, pulsação
Copo sem fu...
VIAGEM ASTRAL
-
Villa-Lobos: Bachianas Brasileiras No. 5 (Cantilena Bidu Sayão)
Ouço ao longe as notas musicais
que invadem minha alma
e me transformam totalmente.
Ouço a...
Clarice falando por mim...
-
Temperamento impulsivo
“Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim:
vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refleti...
poesia bruta
-
*
*
*Angélica T. Almstadter*
*18-11-09*
*esse oco que me apavora*
*retém os olhos nas oscilações*
*me procuro e só encontro indagações*
*que aos poucos m...
voar de tanta boniteza
-
'mais esperança nos meus passos
do que tristeza nos meus ombros'
.
*[Cora Coralina]*
*.*
**
A menina da saia de chita estava quase no fim da aula de inglês...
Frases vacilam e revelam??
-
"Não é por mal não, mas..."- É pelo que?
"Eu queria dizer..."- Diz
"Eu disse isso, mas queria dizer..."- Já disse
"Coincidentemente"- Mente?
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El lirio
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Imagen. "Lirio". Lápices acuarelables.
Aprender del lirio
la dulzura.
Bella y efímera,
en la tempestad flexionarme
sin romperme en pedazos.
Con una...
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É a vontade que dê certo.. É a vontade de encaixar, sabe-se lá onde..
É a mudança na rotina, é conhecer novas pessoas, co...
Carta de uma filha apaixonada para sua mamãe.
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Mamãe,
Como vão vocês? Estou com saudade da senhora e do papai. Ele está melhor da
tuberculose? Poxa, me preocupo muito com a saúde dele. Tenho tido pesa...
Homenagem a Plínio Marcos
-
Há dez anos morria Plínio Marcos. Tenho por ele um respeito que não tenho e
não devo a quase nenhum escritor. A iconoclastia de Plínio não era “charme”
ou...
Driblando o erro de paralaxe das câmera automáticas
-
Se a sua câmera fotográfica possui um visor ótico, você já deve ter notado
que o enquadramento que vemos através dele é um pouco diferente daquilo que
apar...
Mãos que moldam chapa
-
Foto da net
Mãos laboriosas, aplicadas ao trabalho
num movimento continuo de arte!
Desenham as peças, riscam a chapa,
Cortam, furam, rebitam e martelam!
E...
miríades e sombras
-
*miríades e sombras*
domingos de souza nogueira neto
Entre os cobertores espremia meus olhos, a noite me ensinou a estar só.
Havia sempre o que ser temid...
Conto Interativo
-
Pessoal, esta é uma postagem reformulada de nosso conto interativo devido a
algumas reconstruções que fizemos logo abaixo.
Por favor, queiram continuar daq...
Despedida...!
-
Despedidas são sempre melancólicas... Por quase um ano mantive com cada um
de voces, uma troca de energia, carinho, amizade, o que me fez muito feliz.
E...
Vários presentes para o Blog!
-
Gente, o Normal, mas nem tanto... recebeu vários presentes de Blogs muito queridos e parceiros!
Me perdoem a demora para postar, é que estava enroladíssima e...
-
A VIZINHANão segui o conselho da vizinhapara eu não tocar mais no trompete(vizinha mulher em tudo se mete),e assim toco no quarto e na cozinha.Digo que toco ...
Nunca Acordo
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Leaves & Sky, originally uploaded by stribs. nunca acordo quando as brisas
transcendem o sonho em amor. relaxo, no embalo da cama de rede do êxtase
seren...
TEM PAI QUE É CEGO
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O termo* axé music* foi cunhado pejorativamente pelo crítico musical
Hagamenon Brito, em 1987, para designar a música para dançar produzida na
Bahia naquel...
Tormenta
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Já afoguei em desejo as tuas virtudes
já mergulhei tuas verdades nos meus lábios
e causei-te o riso desvairado dos enlouquecidos de amor.
Agora...
A censura voltou MESMO!
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A Globo batalhou, mas não conseguiu, junto ao Ministério da Justiça,
"classificação livre" para o especial em homenagem a Chico Anysio, previsto
para ...
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Sonhos, quem não os tem? Eu, por exemplo, sempre fui uma garota cheia deles.
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Revisited
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Malícia, mentiras, segredos, jogos inúteis com homens inút...
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од времена Светог Саве
и од оца Николаја
ст...
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A história de um passarinho
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Quando eu era bem pequena, lá pelos meus dez anos, uma antiga namorada do
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-
Não, amor, não chore.
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Pragmática do Silêncio
-
[Para ti, que existes nos meus vazios. tantas e tantas vezes.]
Para escrever-te não preciso de quase nada.
Basta-me entender que és essencialmente o vazio.
...
Olha
-
Os olhos estão sempre a procurar algo. Quando se está triste, eles procuram
abrigo. Quando se está feliz, eles procuram um sorriso para refletir. Olhos
são...
POESIA "SEMÂNTICA" NA FINAL DO PRÊMIO FEUC
-
.....
PRÊMIO FEUC DE LITERATURA - 2009
*CLASSIFICADOS PARA A GRANDE FINAL*
Amigo poeta,
.
É com muito prazer que informamos, neste boletim, a relação das o...
Noções de Lógica
-
1. Conceito.
Lógica é a ciência das leis ideais do pensamento e a arte de aplicá-los à
pesquisa e à demonstração da verdade.
Diz-se que a lógica é uma ciên...
Feliz aniversário!
-
Oi,
Você adorararia saber tudo o que está acontecendo por aqui. São muitas
novidades!
Lembra do primeiro curso de informática que eu fiz? Que você fez quest...
Blogueiros unidos.
-
Olá galera :}
Hoje vocês não vão ler aqui um texto feito falando sobre coisas da vida ou o
que eu sinto, mas peço que você mais do que nunca fique ligado n...
"Renacer"
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Toda hierba termina siendo pasto
que alimenta la tierra.
Todo gira en torno a ella
como rueda de molino,
con el único fin de su existencia:
transformars...
Hematófago
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*cego na frente do espelho*
*o escuro descendente do vampiro*
*morde a noite*
__________________
*Para quem gosta de escrever*
*EXERCÍCIO DAS PROIBIÇÕE...
apelo
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estudo para tela/ desenho de mulher/ rafel godoy
traz para mim os dias que não vivi
todas as noites perdidas
e o sorriso que não tenho mais
vai lá e busca ...
...
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Cheguei a acreditar que entre nós
Tudo seria “para sempre”
Que o sentimento em nós despertado
Fosse capaz de suportar as tempestades
Mas ao pisarmos...
Sophia,
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Entendo que para você o dia hoje esteja estranho e acredito que, sonhadora
como és, deves ter mil paixões nos pensamentos. Eu te suplico que não piores
as ...
* Contratador
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com trato
com dor
com trato e dor
contrato a dor
contra a dor
condor
"Casamento na roça", Portinari, 1946.
*Poesia feita pensando em Xica da Silva
Querida Querubim-Colagem
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Collage-M.Paumarch-www.llibertatatrebill.blogspot.com
Combinar o trabalho diário com o agito que ferve,largos desejos e limitada
capacidade de realizá-lo...
A caixinha de música
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Éramos três irmazinhas.
Pequenininhas.
Bonitinhas. Não, eu era a feinha.
Três menininhas.
Alegres. Não, eu era tristinha.
Três irmazinhas.
Talentosas. Nã...
Ainda antes do carro amarelo...
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Passados mais de 10 anos, voltei a almoçar numa cantina de uma Escola
Secundária.
E o pensamento que me assola é: "Graças a Deus que a minha adolescência ...
RETALHO FAVORITO!!!!
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Clique aqui! Por favor, Por favor, Por favor!!!!
E se estiver em Nova Iorque, por favor clique aqui!
E se for louco ou louca por ele, como eu sou, por...
Vivendo o agora
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Desde que cheguei em Porto de Galinhas, vivo tendo pequenos acidentes. Levei
mordida separando briga de Zézinho com Fuka, tomei anti rábica, conheci o
hosp...
Jaque Sou de férias
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Minha gente querida,
hoje venho até aqui pra dizer que vou dar um tempo de férias para o blog.
Infelizmente não estou tendo o tempo necessário para atualizá...
Um anjo de origami
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Angelheart - in Image Shack
*Um anjo de origami*
Severa foi comigo, por demais,
Um anjo com asinhas de condão,
Cobrou-me que eu não fosse um incapaz,
Pal...
O diário de Cristina
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Já foi amado por tantas pessoas, de tantas formas e em tantas intensidades,
mas parece que ainda busca pelo que é o amor. Busca o significado? Busca
sentir...
VLADO - 30 ANOS DEPOIS (2005)
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CINEASTA: JOÃO BATISTA DE ANDRADE
GÊNERO: DOCUMENTÁRIO
ORIGEM: BRASIL
DIÁLOGO: PORTUGUÊS
DURAÇÃO: 90 MINUTOS
COR: PORTUGUÊS
Como o próprio cineasta João Bat...
Frases
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"Purifica o teu coração antes de permitires que o amor entre nele, pois até
o mel mais doce, azeda num recipiente sujo."
(Pitágoras)
"É mais fácil obter o...
Transformação - Autor desconhecido
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O colunista Sydney Harris (EUA) acompanhava um amigo à banca de jornal.
O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas como retorno recebeu um
tratamen...
Eu queria...
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Sim eu queria ir muito mais além do que o céu,
sentir o infinito como num globo;
ir até o fim do oceano
e não acreditar em nada que é profano.
Sim eu queria...
EXERCÍCIO DE LEITURA
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(poema à Lili)
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Li
nos teus olhos
li
.
ah... isso li!
.
Ai, o que eu li
nos teus olhos
Lili!...
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em POEMETOS II, em preparação
L' art en noir et blanc
-
Photo de F Nando
*******
J' aime les photografies de F Nando. Il n' est pas un chasseur d' images, il
est un photographe qui part tranquilement à la rec...
'A Terra é um planeta que deu bicho'
-
Imagem do Universo em torta*Sem menção de autor *
Não vemos o que pensamos estar vendo, e esse tem sido o motivo de tantos
equívocos e desentendime...
Risoleta C. Pinto Pedro na Casa Fernando Pessoa
-
*"O Sol do Tarot de Sintra" *
Editora Indícios de Oiro
***
Trata-se de uma ficção de *Risoleta C. Pinto Pedro* que parte das pinturas
de *Frederico ...
ANJO DA POESIA
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"Minha vida é o poema cujas rimas
e ritmo estou sempre a escolher."
Hoje é meu dia de ser Poeta
A poesia traduz em palavras precisas aquilo que a Alma do...
Insight de Sanidade
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Quando você completa 19 anos, nem todas as coisas mudam. Por algum motivo
que eu nem lembro (talvez, tenha sido freqüentar os lugares sozinha ou
sentir-...
..Rede..
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*Te embalo nas redes dos mes braços*
*Quando o perigo e o leão parecem lhe engolir*
*Eu enlaço a ti com o que o amor pode fazer por alguém*
*Ele tece redes ...
Pietà segundo Um Quadro de William Blake
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Detalhe da imagem abaixo.
Eva não conhecia a morte
a que Jeová
agora a condenava em dobro,
nem era a sua
maior castigo e mais injusto
que a do filho
e t...
a big girl bedroom makeover
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on sunday, sabin's room got transformed from little girl room to big girl
room. we took her bed down from its legs and moved things around. we didn't
repai...
Uma vírgula!!!
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Oi pessoal!
Sei que sumi, mas jusifico: Conheci Búzios! =)
Tirei muitas fotos, mas uma em especial está nesse post. Não, não estou
louca. Não fiquei...
Thoughts of Snow (and some Beaded Snowflakes)
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I was in love with snow. I was. For many years I lived in Oregon, in the
Willamette Valley, which is absolutely beautiful because it's so green and
alive...
Carta ao cliente.
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Senhor,
Escrevo-lhe para informar acerca da peça que você nos devolveu. Como é de
seu conhecimento ela estava bastante danificada. Alguns a julgaram perdid...
notícias relevantes para o seu dia
-
*Ouvi no rádio:* hoje, 17 de novembro, é o *dia da criatividade*!
E hoje concluí minha primeira *escultura* em argila depois de um hiato de
quase oito anos...
2o. Encontro de Bibliotecas de Curitiba
-
(ilustração de Tiago Recchia)Abre nesta quarta-feira (18) o 2o. Encontro de Bibliotecas de Curitiba, no Vila Batel (Avenida Batel, 1149). O evento tem como t...
MATÉRIAS NOS JORNAIS DE LIMEIRA - PMB
-
Eba! Chegaram os exemplares de jornais de Limeira, enviados pelo nosso
querido jornalista José Carlos Aparecido Pinto, pres. da comissão provisória
do PMB ...
Bestialidade Global
-
Eu estava certa, nunca mais iria comentar a novela, mas as coisas não são
assim.
Depois de assistir, com minhas filhas, Crepúsculo, filme fraquinho, sem
se...
DESFLORADA ROSA
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DESFLORADA ROSA
A inocência dos brasis
Terras áridas, sertão
Ser tão criança sonhada
Em todas as Europas e Américas
Há o bicho em pelo
A sagacidade, a m...
Orquestrais
-
Afinados, uniformizados, ensaiados. Assim chegamos ao Ateliê da Imagem,
espaço sedido junto ao cais do porto para nossa *performance* na 55ª Feira
do ...
Clube dos Oficiais da Polícia Militar - Derbak
-
Fomos dançar no clube,no sábado, dia 14 de Novembro, era uma apresentação
das pessoas que fazem aulas lá, tinha ginástica olímpica, ginástica rítmica,
danç...
Prova.
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*A única prova de amor*
*que eu posso te dar *
*é pra sempre te amar!*
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*(Maurício)*
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Desenho a Nanquim
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***Sempre gostei muito de trabalhar com o preto e o branco, talvez como
muitos fotógrafos, que apesar de toda *
*tecnologia existente ainda preferem retrata...
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como a la lluvia
la tierra agotada y sola
como el viejo libro
un dedo que marque sus letras
como al blando pan
la boca blanda de los viejos
como el beso...
momentos de inexistência
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ele era bonito
bonito na sua consciência,
na sua natureza e aparência.
não era mais que vulgar,
nem menos que agradável,
era simples na sua sinceridade,
n...
En la cocina con Rimbaud
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Estoy en la cocinareleyendo a Rimbaud.Suena en voz bajala radio con sus noticiasy anuncios de un aborrecido bancoque se atrevió a usar el color naranja,(qué...
Fotos do Samuel
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Simplesmente amei essa foto do pézinho dele!
Parecendo um sapinho [Só pra constar, eu que fiz a touquinha hehehe]
Visitando o papai no serviço
Samuel
Seis meses...
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Você não precisa mais de chocolate. Agora, você tem um cidadão que te causa
o mesmo efeito, ou efeitos melhores. Que te dá uma sensação boa pelo corpo
inte...
O inverso do avesso.
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*(ou vice-versa)*
*
*
Eram palavras soltas, meu amor. Não busquei tuas frases inteiras, complexas
e tão dispersas.
Não, amor. Eu não quis. Apenas brinquei ...
* Simplesmente azul *
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há um azul abstrato
que se deita na claridade
ora discreto cordato
ora repleto de vaidade
azul que lateja entre estrelas
sobeja no mar á luz do sol
azul da...
¿Y las rosas?
-
Recorriendo el libro de los recuerdos.
Tal vez esta noche te encuentre
Entre las estrellas de mi noche
Ubicado en el centro del cinturón de Orión.
...
À Sombra
-
A fatalidade e a fragilidade das coisas ficou em mim, como a sombra da
geladeira vermelha que tomava o chão da copa, quando o sol se debruçava no
quintal...
Twisted Princess - that's weird !!
-
Um cara muito louco resolveu fazer sua própria releitura das fofinhas e bem produzidas princesas da Disney. Ele as transformou em zumbis, roídas pelos vermes...
Aos leitores
-
Leitores que por aqui passam,
A "vida real" tem me ocupado bastante, o que tem me feito escrever pouco no
blog. Além das tarefas diárias que cada vez aumen...
A Espera
-
CESAR VENEZIANI
A espera impera.
Ah, quem me dera
ter-te aqui e agora...
Te ter distante
sem ter diante
do olho que implora,
é como o coma
flor sem aroma
te...
alquimia
-
Podias ser o meu azul
ou carne incendiada por alquimia
impulso de pele
magia...
Podia ser o sol
urdidura do desejo
desvairando um beijo
pois podia....
Meio Fio
-
Cláudia Magalhães
Há dias que possuem vida própria e são dotados de uma consciência má, hábil,
que adora o perigo das coisas subterrâneas, de tudo o que...
Pensa em Mim
-
**
**
*Inspiração dos meus sonhos, não quero acordar.
**Quero ficar só contigo, não vou poder voar.*
*Pra que parar pra refletir se meu reflexo é você?*
*Apr...
Eterno Retorno
-
"*E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária
solidão e te dissesse: "Esta vida, assim como tu vives agora e como a
viveste...
ESTADO DE GRAÇA
-
me aqueço ao sol,
à luz do verão.
meu corpo brilha
a alma vibra.
veludo de ouro
na areia branca.
maravilha!
na espuma do mar
mergulho inteira.
tudo é u...
II Coletânea Scriptus - A Livre Escrita
-
*<== Encomende seu exemplar da II Coletânea Scriptus - A Livre Escrita,
direto com os autores. Visite a página da Coletânea no site, e saiba como
entrar em...
A-m-a-r-é
-
Imagem: Kenvin Pinardi
Foi na hora mais bela da tarde
Enquanto o mar explodia em fúria
E um quase silêncio
Adoçava o meu cansaço
Enquanto o vento beijava-me...
Tempo de mudança.
-
De uns tempos pra cá, eu tenho prestado mais atenção nas coisas. Tenho
tentado deixar a mente aberta e observar o mundo com outros olhos. Eu levava
uma v...
Espaço aberto.
-
À espera imediata do teu sorriso- imprudente - de esmiuçar o que para ti não
tem nada de sério.
Outras coisas simplórias me apetecem o juízo, causa dor ...
DisForma
-
Nem sempre o preto encaixa no branco, nem o outro em ti,
nem agora estou acordada e desperta .
Nem sempre as peças existem
ou se pensas que existes pode...
todos os textos e imagens deste blog são de autoria do seu proprietário, exceto aqueles cuja autoria esteja explicitamente indicada, e são protegidos pela lei de direitos autorais. a divulgação não comercial será tolerada, desde que citado o autor e a fonte. Idêntico tratamento espero receber das pessoas físicas e jurídicas proprietárias de imagens ou textos utilizados neste blog, às quais, caso não concordem com o uso nestas condições, asseguro o direito de solicitar que sejam retirados.
nas horas e horas e meias
quando o dia amanhece e o sol tinge a espuma que se desmancha na areia sinto queimando nas veias uma coisa que coisa alguma explica porque não fenece
quando o dia escurece e a lua surge na bruma onde Iemanjá se penteia sinto romper as cadeias fico leve como uma pluma nada de mal me acontece
o sofrimento aparece e o coração desapruma quando enredado na teia nas horas e horas e meias entre a alvorada e a luma peço que tudo se apresse.
canção de fogo
se como uma pétala úmida de vinho a espuma permanecesse metade água metade sombra e escrevesse na alma da esmeralda uma canção de fogo eu poderia servir poemas como o padeiro o pão
se como uma pétala de ilusão a luz permanecesse metade tempo metade espaço e escrevesse na face do silêncio uma canção de fogo eu poderia servir saliva com a manhã neblina
se como uma pétala de maresia a paz permanecesse metade sal metade sonho e escrevesse nas alvoradas uma canção de fogo eu poderia servir meu corpo como néctar a flor
fazendo hora e horas e meias
Anomalias
O ser humano, na ânsia de sua liberdade pessoal, passa por cima de tudo até chegar ao convencional estabelecido para derrubá-lo. Movido não por uma sanha de destruir por destruir apenas, senão pela possibilidade de exercitar o arbítrio, que o leva à constatação, de que ele pode ou não divergir do conjunto de normas que a sociedade, na qual está inserido, lhe impõe.
Isto corre paralelo à construção de sua geografia pessoal, seu espaço vital, onde ele esperaria ser o senhor do mando e dos desmandos, do construir-destruir, administrador absoluto desse território. Sabemos que, na prática, essa intenção lhe escapa. Exatamente pela presença do Outro, que também se quer e se faz trans(a)gressor.
A matéria é recorrente no estudo de filosofia, psicologia e da antropologia culturais. Heidegger, Dilthey, Foucault, Freud, Jung, From, Lacan, (para ficarmos somente nestes), se dedicaram exaustivamente ao tema.
Mas o que tem a ver este preâmbulo, com o livro Anomaliasdo poeta Fred Matos?
Primeiro, pelo próprio título já emblemático. Segundo, pela sua condição de poeta, transgressor dos transgressores entre todos. Não fora o onírico, matéria essencial dos seus afazeres. Por fim, a própria fatura do poeta que corta no figurino enviesado confrontando o que se convencionou como ‘normalidade’.
A poesia não se constrói apenas ao sabor dos ‘bons’ ditames da sociedade, mas sobretudo nos escaninhos mais sombrios, nas posturas mais afastadas ao pensamento comum. Vide Rimbaud, Villon, Oscar Wilde, os poetas ditos malditos, incluindo também brasileiros como Sousândrade, Augusto dos Anjos, Gregório de Matos Guerra, e até os contemporâneos Roberto Piva, Glauco Mattoso e Sylvio Back para ficarmos somente nesses três.
Anibal Beça
POESIA DE FRED MATOS – UMA LEITURA
«Falar de um poeta é reenviar o eco atenuado da particular música que a sua poesia deixa em nós.»
(Eduardo Lourenço, Tempo e Poesia)
Que discurso seria o ideal para escrever acerca de um poeta, retendo o essencial do seu universo poético, quando o labirinto das imagens, dos temas e dos estilos resiste a toda a tentativa de categorização? Quando a sua poesia foge a integrar-se em cânones, antes se joga em influências diversas – recusando esgotar-se nelas – desde o lirismo tradicional até à herança clássica, do experimentalismo ao modelo discursivo, sempre apurando a perfeição formal, mas guiada pelos seus próprios desígnios, nos quais uma enorme liberdade, tal como uma finíssima intuição, parecem ter a maior parte? Ler, e reproduzir o fruto dessa leitura, é um processo de segmentações que forçosamente desvirtua a coesão do universo poético. E, no entanto, como aventurar-se no labirinto, sem um fio de Ariadne?
Anomalia, que dá título à mais recente colecção de poemas de Fred Matos, pode ser esse fio. Vocábulo emblemático pelo lugar central que ocupa e pela sua frequência metafórica, relaciona-se com o motivo da desconstrução do Eu e da busca de identidade:
Na anomalia de volver-me todo o dia, como quem quer encontrar lucidez onde é loucura, Desconstruo o que me fiz quando perdi as fantasias...
A busca de si mesmo exige o desdobramento, a construção de um duplo – Narciso fitando-se nas águas – e a cisão daí resultante arrasta por vezes o sujeito a um pessimismo nihilista, em que anseia pela morte como única solução para a contradição da consciência:
um dia virá quando, enfim, no mergulho mais profundo poderei comungar comigo a paz de não ser nada.
Por outro lado, a imagem especular pode tornar-se factor de alienação, se Narciso ceder ao fascínio do próprio retrato:
O espelho, águas calmas, guarda, doce, a imagem reflectida, e o segredo do amor que me consagro.
Voluptuosamente abraço-me líquido
(...)
Somente eu posso amar-me absolutamente E dedicar-me completa exclusividade.
É pela ironia, factor de distanciamento, que se escapa à alienação narcisista, ao mesmo tempo que se evidencia um certo carácter lúdico presente em todo este processo:
Assim cindido, caminho trôpego, cingindo signos, fingindo esforço E nada tendo de mais estulto para brincar deixo estar
Esta dimensão lúdica é particularmente evidente em “Carnaval”, onde o sujeito encarna a sua dualidade como se de uma festa de máscaras se tratasse, permitindo a actuação simultânea das forças de alienação e de identificação, instaurando o poder mágico da palavra que se liberta em irrepremível energia juvenil: “A festa não pode acabar.” A cisão do Eu revela-se também em pares de opostos recorrentes (e equivalentes) -- noite-dia, sonho-vigília, sentidos-razão, poeta-homem, passado-presente – desenhando o paradigma da busca de uma completude essencial. O drama psicológico ganha assim dimensão ontológica, relevando da angústia, inerente ao ser humano, que o leva a perseguir respostas capazes de minorar o paradoxo do tempo e da frustração. Em “Covardia” e “Dividido”, a noite é o tempo privilegiado do encontro consigo, com os sonhos e com “os desejos a fogo e ferro sofreados”, tal como a poesia é o lugar onde o Eu vive a sua plenitude e recupera o rosto que a máscara do quotidiano e a usura do tempo ocultaram:
Dividido entre o homem e o poeta, Um que é bicho, outro profeta, Um que sonha, outro razão (...)
Ao poeta toca as noites (...) Ao humano é quem cabe o pecado, Ao poeta só cabe ilusão.
A cisão entre o ser do passado e o ser do presente transparece de forma notória em poemas como “Meu Passado”, “Quem souber me dê notícias” ou “A Reconstrução do Sonho”. Se no primeiro e no segundo a biografia falha enquanto elemento chave da identidade, (Onde perdi os sonhos da juventude?/ Onde a inocência agora se esconde?/ (...) Não eram estes teus projectos, meu passado./ Passaste por mim no fugaz instante/ em que fui feliz e tu enfado.), no terceiro, a biografia é equacionada pelo encontro dos seus três eixos, passado, presente e futuro, restaurando-se assim o tempo fracturado:
Hoje é a última noite De sonhos adiados Do poeta que não se fez.
A experiência do tempo pode ainda ser recobrada como uma subjectividade dispersa em pedaços, “estilhaços de mim / no esquecimento” (Asa do Charco), “meros fragmentos / até então de mim ocultos” (Descaminhos) que só a criação poética pode despertar do fundo da memória, dando-lhes relativa coerência. Outros poemas, como “Minha Nova Cara”, partem do anedótico individual para, em suave ironia e aceitação de si, exprimirem a vivência do tempo humano:
mas porque gosto da surpresa diária de acordar, envelhecer, fazer a barba e no espelho descobrir minha nova cara.
O tempo do Homem ganha uma outra dimensão em “2001”, poema em que a situação lírica individual é transportada para o drama de um protagonista intemporal que deixa ouvir o seu lamento, o lamento de uma consciência individual e sofisticada que se projecta na História. Partindo de uma cuidadosa selecção dos nexos (históricos e/ou míticos) mais determinantes para a construção da consciência ocidental, o poema explora as coincidências espácio-temporais segundo as quais “é justo” que aquela personagem, entre todas, assista ao final das idades:
Estranho, justo eu, Estar aqui neste tempo, Neste dois mil cristão
Mesmo no final de todas as coisas, o sujeito permanece o estranho, adequando-se, portanto, ao fardo que lhe cabe, o de contemplar o absurdo e a vacuidade do esforço humano. E de novo o problema da consciência de si, enquanto ser anómalo e descontínuo.
Segundo Bataille, a paixão amorosa é justamente a substituição desta persistente descontinuidade por uma maravilhosa continuidade entre dois seres, capaz de os libertar da nostalgia e da solidão:
Não vou ver vir Quem vem em vão Por crer que não Vale criar nem rir E diz que é triste A razão e que O amor não existe
(...)
todas estas festas nestes todos dias quando me vi viver volvendo cada íntima fibra do arco coração corda tensa
Necessariamente, o fim da relação, seja pelo tédio, seja pela perda do ser amado, representa o regresso ao isolamento e aos limites estreitos do quotidiano. Sem poder afirmar-se que o lirismo amoroso de Fred Matos percorra de modo linear estes dois pólos, eles no entanto estão presentes, seja na delicada sensualidade de “ Praiana”, no canto magoado de “Nada que mais que um sonho”, no jogo domínio-submissão de “Rendição”, no júbilo de “Não vou ver”, no discreto voyeurismo de “Gruta”, ou na amargura de “Tédio”:
Trouxe-lhe flores amarelas, eram belas mas não foram solução Queimei incenso, toquei um tango, escrevi poemas, tudo foi vão.
Assim celebro nossa união neste poema que não vela nem revela que o que não dura é a paixão.
Encenando um ritual da sedução – as flores, o incenso, o tango, os poemas – destaca-se-lhe de imediato a inutilidade, seja porque o objecto de sedução não se deixou seduzir, seja porque, deixando-se, ficou aquém das expectativas do sujeito. E a relação é denunciada pelo termo “união”, aqui de sinal profundamente negativo, sugerindo grilhões, monotonia. Também a rima interna, amarelas/belas, resvala da doçura inicialmente sugerida para os cambiantes agoniativos do tédio. E todo o poema se fecha, à imagem da união aqui celebrada, na dureza dos fonemas oclusivos. A riqueza melódica, aliás, bem como um raro sentido da rima e do ritmo, são uma das características mais notáveis deste poeta. Veja-se, por exemplo, “O que eu vou fazer hoje?”, “Onã” ou “Cantiga Antiga”. No primeiro, através de simetrias sintácticas e rítmicas, constrói-se uma toada rap – marcada, coloquial, obsessiva – encenando, de forma enganadoramente ingénua, a busca de um sentido para a vida. Em Onã, associa-se a toada lírica e doce da tradicional redondilha menor aos múltiplos jogos de sons, rima, aliterações, assonâncias, sugerindo sentidos nocturnos e íntimos, construindo, no plano melódico, a “cantilena” que, sendo ritmo, é também movimento:
Tinta, tanta cor Trama tantra yoga Joga o jogo chão E a luz me afoga.
Segue a cantilena À pele morena Quando a mão afaga E o falo fala.
“Cantiga Antiga” é a expressão desses estados de espírito subtis e quase inexprimíveis a que a música pode conduzir-nos e em que se misturam fragmentos de memórias que a própria música acorda e que talvez não existam fora dela. Memórias auditivas, visuais, emocionais:
Havia, quando ainda havia, ávida de amor, uma menina na geografia do seu corpo...
[ Pausa para um copo de vinho tinto e acordes de violinos ciganos.]
Começam por ouvir-se os violinos nas vogais fechadas, nas semi-vogais, nas consoantes fricativas. Sons agudos, líquidos, nostálgicos. Entra o piano, como um clair de lune, nas vogais abertas e médias, nos sons nasais. Juntam-se as flautas, miragem acústica na aliteração da fricativa e das sibilantes. E ao estado de “rêverie” a que música induziu o sujeito, sucede-se um regresso duríssimo à realidade presente. Por fim (e “rufam”, nos ditongos nasais e na constritiva vibrante, “os tambores”) encerra-se o poema, e sem solução, dada a impossibilidade de recuperar o tempo em que "havia", ou mesmo de fazer durar a evocação pela magia da música.
A música, o amor, ou, de uma forma insensata, o mundo às avessas do carnaval, podem ser respostas para o problema do Eu em busca de si mesmo. Mas, como se viu, a anomalia existencial permanece, latente. E permanece porque a unidade assim reencontrada é fugaz e frágil, como o denuncia a consciência que, numa espécie de platonismo, descobre que aquilo que alcançou mais não é do que o reflexo sensível do plano ideal pelo qual se anseia. Por fim, resta a Poesia, o lugar da unidade reencontrada, o espaço da utopia.
Eugénia de Campos
Fred Matos, ficcionista
Escrever sobre Fred Matos, que vi crescer fisicamente e para a literatura, é tarefa difícil para mim: não que seu texto não me instigue, antes me estimula. Os laços fraternos que nos ligam hoje, me ligaram em passado recente a seu pai, com quem aprendi o pouco que sei em matéria de jornalismo. Esse receio, que me revisita diante do computador, refletiria um medo maior — o de expressar gratidão — se não estivesse diante de um escritor.
Lembra-me que a morte de seu pai ensejou um de seus poemas mais densos, diria mesmo mais belos: custa-me, pois, avaliar, dentro de seu processo de formação, e por delito de opinião, o peso da prisão paterna. Talvez o tenha conduzido à antecipação da maturidade ou a assumir uma responsabilidade que a adolescência transfere para anos menos verdes e menos dourados.
Fred Matos estréia no gênero — o conto — em que seu pai, Ariovaldo Matos, se firmou como expressão definitiva, embora seu texto não lembre o paterno: nem na densidade poética nem na firmeza do diálogo a afirmar uma vocação para a dramaturgia, o que se explica: o poeta, recentemente revelado em Anomalias, não cedeu às tentações da ficção, sobretudo para não correr o risco de praticar má poesia a pretexto de cometer poema em prosa.
O que importa é que Fred Matos, no gênero que incursiona agora, não se ressente da poesia, mas também não leva para o conto a fria objetividade jornalística, embora transporte da redação de jornal para a cena real personagens que certamente enriqueceram seu aprendizado, como um certo Césio: pode-se identificar no Mestre a figura de seu pai, que influenciou mais de uma geração com seu jornalismo exemplar, mas seria crível nele reconhecer outras lideranças que marcaram sua geração.
Melhor que a encomenda, volume constituído de narrativas curtas, segundo se convencionou denominar o conto — algumas bem poderiam ser definidas como mini-conto e nem por isso perdem a estrutura do gênero — apresenta-nos um ficcionista moderno no sentido de construir sua narrativa a partir da quebra de valores consagrados, o que não sugere desprezo pelo princípio, meio e fim, mas, pelo contrário, insinua a inserção do inesperado como clímax temático. O mini-conto Apocalipse revela outra face de sua abordagem ficcional: a substituição de personagens pela narração que funde o subjetivo ao objetivo. Talvez para que os poetas possam lamentar a “perda do sonho”.
A ficção de Fred Matos, por vezes nascida e divulgada na Internet pela necessidade de comunicação, que é essencial ao criador, apoia-se basicamente nos temas do cotidiano, como o caso de Helena que, 20 anos depois, retira do baú o vestido de noiva para realizar seu sonho dourado: o de subir ao altar, em oposição com a história de Luiza, que chega a Vinhedo Novo com um sonho — ser puta para tornar-se madame: consegue ser dona de um bordel. O romance de Lídia e Raimundo perturbado pelos poemas que o marido escrevia na madrugada: “a porta aferrolhada aprisiona o grito”.
Acresce que sua ficção, a partir de sua experiência pessoal, pelo menos a de seus primeiros anos, de despertar para a vocação, converge para sua militância em jornal, em que se destaca a figura do foca, os criadores de calhau para a edição dominical, a presença do mestre que compõe toda redação, dividido entre a boa orientação e o esporro necessário, mas também dirige seu humor crítico para a realidade virtual, em que Olegário se afunda on line, perdido entre ICQ e o site mais intrigante.
O toque de sensualidade acentua-se na narrativa-título, Melhor que a encomenda, em que a mulata Jussara anima com um sopro de vida, de gemer de colchões e ais de amor, todas as alcovas, do prefeito ao meritíssimo juiz, do farmacêutico ao escrivão — a cada um favorecendo por motivo facilmente explicável: um porque fornece remédios à família, outro porque lhe cede abrigo, enfim o calor do corpo de Jussara não custa dinheiro como nas casas especializadas no ramo, mas requer privilégios, uns garantidos por sentença judicial, mas com direito a combater o bom combate nas noites de frio e solidão.
Pode-se intuir que Melhor que a encomenda, pela diversidade temática, configura um painel do cotidiano do homem comum, pelo qual atravessam a noiva que amargou a morte do noivo às vésperas do casamento, a tragédia do internauta que esqueceu o mundo na realidade virtual, o foca que conquistou espaço no jornal. Enfim, Fred Matos, se já inscrevera seu nome na poesia, incorpora-se agora entre os ficcionistas, mas não se diga que “filho de peixe, peixinho é”, antes reconheça-se que Fred construiu seu próprio caminho e traçou seu destino.
Guido Guerra
Melhor que a encomenda - apresentação
Fred Matos não é um escritor estreante: tem livros de poemas já festejados. Experimentado, pois, na poesia, seus contos são armados através de um trabalho evidente com a linha contínua, consciente de que não deseja colocar no texto da prosa o lirismo do verso. E consegue êxito na sua tarefa. O volume de contos traz muitas histórias e, vale enfatizar, elas não são prosas poéticas, não fazem concessões à poesia. O que se encontra é um comprometimento total com a narração de tramas e peripécias, enfim, a narração de uma ficção. O autor tem predicados originais como, por exemplo, o ritmo que imprime às histórias. Tal preocupação com a velocidade do texto leva a um resultado positivo: não se consegue parar de ler seus contos. Além disso, como todos eles têm começo, meio e fim ─ donde se encontra um outro comprometimento; desta vez com o enredo ─ fica difícil largar um conto no meio.
O nó ficcional que se forma e que se desfaz no texto mesmo deixa o leitor plenamente satisfeito com o que lhe foi narrado. São tantas as histórias que podem ser ressaltadas que se chega a ter dificuldades na escolha. Algumas narrativas têm como título nomes de mulheres: "Clarice", "Bárbara", a ótima "Lídia". Impressionante, e por isso inesquecível, é o conto "Primeira Cicatriz", que narra do drama de um menino que sai com o pai e volta para casa sozinho, pois no caminho o pai é atropelado: drama esse muito bem logrado na elaboração do que se vai passando com o menino, do seu comportamento inesperado ─ talvez seja esse o conto mais surpreendente; pelo menos o mais impactante. Fred Matos, se é que se pode estabelecer linhas genéticas aqui, herdou do pai, o ficcionista Ariovaldo Matos, o talento do narrador. Como o pai, suas histórias contam, não se preocupam apenas com a estética literária, porque há de haver o episódio detonador do que se quer narrar. Além de tal semelhança, existe o prazer que ambos suscitam quando estamos lendo suas narrativas. Mas Fred Matos é, sem dúvida, Fred Matos ─ levanto tão somente a herança artística. Portanto temos: histórias que contam, linguagem que prende o leitor haja vista a qualidade do estilo narrativo e o valor literário dos textos. Tudo a favor do contista que deve continuar a cortejar o gênero com segurança. O volume reunindo os contos apresentados sob o título "Melhor que a encomenda" recebe minha total aprovação para publicação e o registro de ter sido um dos melhores no gênero dentre os que, até aqui, foram lidos por mim.
Gerana Damulakis
sem anomalias
“As memórias que resgato
quase nunca são de fatos,
mas do que poderia ter sido”.
(Matéria-prima)
Assim Fred Matos dá a partida em sua coletânea de poemas, prestes a vir a lume. Depois de mais de sessenta títulos, declara em FIM, o último poema do livro:
“Tudo está dito
e contradito
exceto
quem sou,
o que penso
e, ou, sinto”.
Expôs o poeta, em matéria-prima, a essência de seus temas para, ao final, declarar-se ignorante de si mesmo, alegando não ter dito (ou não saber) quem é, pensa e, ou, sente. Não há poema isento, no entanto. Há é o homem a seguir a trilha existencial, de inumeráveis sombras, asfixiadas e asfixiantes, ou também de manhãs lúcidas, de maravilhosos portais, como já disse outro poeta, Alphonsus de Guimaraens Filho. O poeta e o poema estão juntos, incorporados. Não há poema isento, portanto. Os poemas desse poeta baiano não fogem à regra, estão vinculados ao homem Fred, sua experiência, seus sentimentos, sua filosofia de vida, não necessariamente porque os experimenta, mas porque os olha com olhos de poeta, através da sua própria lente.
Fred Matos descobriu o grão da palavra e elabora versos numa contenção adequada à expressão de seus temas, sem a grandiloqüência vazia de muitos poetas. Há o cuidado com a forma e o ritmo, adaptando-os naturalmente ao universo temático, simples e complexo ao mesmo tempo, pois expressa sentimentos universais presentes em qualquer cultura. Seus versos são sóbrios, no sentido mais alto de comedimento, de respeito ao trato com a palavra, que utiliza com segurança e maestria.
Em sua linha poética, nesse livro que ora lança (anomalias), não privilegia nenhuma escola ou modismo. Na aparente heterogeneidade dos poemas, uma leitura apropriada e cuidadosa, como deve ser a leitura de poesia, deixa á mostra o denominador comum de seus versos: a vida, em variadas expressões de amor, de solidão, de aturdimento perante a existência. “O sentido da vida, se é que sentido há, é passar”, diz o poeta. Isto é, viver ao sabor da brisa ou levado a favor da corrente, o que não significa alienação ou imobilismo, mas uma atitude filosófica no sentido de não agredir o curso natural da existência. Deixar que a vida flua como um rio, porque o rio sabe o seu caminho -- e fruir a vida sem alterar-lhe o ritmo.
Outras vezes, busca o conhecimento dos fatos no silêncio, à procura da voz interior, no intuito da compreensão ( silenciemo-nos ) do ser humano. Em cabala (“Há a nos unir/ fantasiosas lembranças/ e a diversa arquitetura/ entre grutas e lanças”) e onã, o erotismo, presença indispensável em toda boa poesia, aqui aparece em imagens rítmicas de bela composição.
O poeta Fred Matos, particularmente no poema solidão (antológico), explora o sentimento que mais aflige o homem, em sua caminhada pela existência. Bom lembrar Rainer Maria Rilke, que diz ao seu correspondente (Cartas a um Jovem Poeta) para amar a solidão, suportar as penas que dela vierem, e, se essas penas lhe arrancarem queixas, que sejam belas estas queixas.
Nos guardados da casa o poeta, não sem lágrimas, esvazia “os armários, atulhados de ontens, para dar espaço ao novo”. O espaço interior de um armário é um espaço de intimidade, um espaço que não se abre para qualquer um (Gaston Bachelard). E o poeta o abre para o leitor.
Ao me honrar com o pedido para escrever sobre o seu livro anomalias, Fred Matos tornou-me seu cúmplice. Sou um ávido leitor, não um conhecedor apto a fazer análise apropriada de poesia, mas sei reconhecer as trilhas que a poesia encontra para se manifestar. E as trilhas que Fred Matos oferece às musas são seguras e firmes, de quem conhece o oficio.
Em anomalias não há irregularidades, como poderia sugerir o título, mas uma seqüência de bons poemas, dos quais salientei alguns deles, aleatoriamente, para não privar o leitor do prazer da leitura.
Fausto Rodrigues Valle
Goiânia - Goiás
resenha
nave das palavras
Edição nº89 - 13/09/02
Resenha da Obra "Anomalias", de Fred Matos
"Anomalias" Fred Matos Goiânia: Editora Kelps , 2002 - 94p. (contato com o autor: cfmmatos@terra.com.br)
"O sentido da vida / se é que sentido há,/ é passar. "Passar adiante, passar o tempo, inventar o passado lúdico, alegre, triste e tornar possível o presente. Inventar "memórias / de tempos que ainda não são". O poeta para fugir do caos da realidade, inventa no texto poético uma existência que um dia o destino vai imitar. "As memórias que resgato / quase nunca são de fatos". São brincadeiras com as palavras e o sentido das coisas e da condição humana. Assim Fred Matos começa seu novo livro ANOMALIAS interrogando a matéria-prima dos poetas: a memória. Penso em Bachelard, "a leitura dos poetas é essencialmente devaneio" Poeta de muitas influências ou de nenhuma, mesclando estilos, transitando por labirintos literários distintos. Um poeta intuitivo, despretensioso. Mas uma intuição de quem passou a infância escutando conversas literárias que agitavam as madrugadas de adultos, filho de escritor, aprendeu cedo o destino de poeta, a olhar o drama existencial com a psicologia da poesia. Cruzou outros caminhos, fugiu, tentou viver outras ficções, mas como se o destino estivesse escrito na palma da mão e fosse incorrigível, a poesia retornou depois de muitas vivências, "como querendo encontrar / lucidez onde é loucura / desconstruo o que me fiz / quando perdi as fantasias". Perder as fantasias quer dizer driblar a realidade moderna onde os valores são trocados e substituídos na sobrevivência imposta pelo capital. Na heterogeneidade de estilos dos poemas de ANOMALIAS, o poeta ao mesmo tempo em que expõe uma inocência como as adolescentes de outrora que acreditavam na virgindade como um valor, se mostra desconfiado diante de uma realidade sem lugar para poesia. Mas sem o exercício insistente do poeta o que seria do mundo? Fred tem consciência disso no seu fazer intuitivo e se há sentimento na poesia, ele é universal. Retira-se no final comprometendo ou convidando o leitor a pensar. "Tudo está dito / e contradito / exceto / quem sou". O poeta quer retirar do mundo a existência e deixar a poesia ou quem sabe a fantasia perdida. Manias de poeta.
Almandrade
eu, meu outro
Fred Matos
Nasci em Salvador, em 24 de Outubro de 1952.
Sou casado, tenho três filhos e três livros publicados:
"Eu, Meu Outro" – Poemas – Editora Poesia Diária, 1999;
"Anomalias" – Editora Kelps, 2002 – Poesia e
"Melhor Que a Encomenda" - FUNCEB, 2006 – Contos.
Participei das Antologias: Painel Brasileiro de Novos Talentos – Câmara Brasileira de Jovens Escritores, 1999;
Horizontes – Editora Poesia Diária, 1999;
InsPiração Erótica – Editora Literarte, 2000;
Poetrix Antologia – Poeta Convidado – Scortecci Editora, 2002 e,
editado em 2006 pela Fundação Cultural de Ituiutaba, do Livro do 14o Concurso de Contos Luiz Vilela, com o conto "Transe", premiado no referido concurso, em 2004.
27 comentários:
Nem precisa dizer que amei! Tudo na vida para mim é uma cena num palco.
Teatro da vida!
Perfeito!
Beijos.
Um belo poema numa bela ilustração.
L.B.
Agradeço-lhe a visita, leitura e comentário, Lara. Bom saber que você gostou.
Ótima semana.
Beijos
Obrigado, Lidia.
Claro que a ilustração é muito melhor que o poema.
Ótima semana.
Beijos
Desculpa, se ao ser objetiva não consegui passar a essência do que pensava.
Não leve isso como uma ofensa, por-favor!
Qto ao teu comentário, concordo contigo.
No que diz respeito aos tantos muros que temos que ainda derrubar.
Gostei desta reflexão e como escrevi para o Marcos, quando lembrar do fato que aconteceu lá na infância, linkarei com esta reflexão sobre os muros.
Ainda no tema e defendendo meu pai, acho que ele expressou a indignação com quantas coisas erradas que acontecem ainda.
Um pouco de saudosismo também.
Enfim, a verdade nunca é única.
Boa semana.
Bj
Claro que não foi uma ofensa, Marguerita. Não entendi assim. E espero que você tenha entendido que o meu comentário no seu post não o contraria em nada, eu apenas quis reforçar. Ou seja: seu pai está coberto de razão.
Agradeço-lhe a visita e comentário.
Que seja ótima a sua semana.
Beijos
você torna tudo possível na poesia :)
muito bom!
bjos e gratíssima pela mensagem, Fred.
Lindo poema!
É verdade, Fred, o mundo é um teatro e nós dançamos conforme a música(ou não) nesse grande baile de máscaras.
Beijos.
PS: Saudades de seus comentários em meu blog. Visite-me. Obrigada.
assim como todo o pensamento insano e inconsequente é perdoável, certo?
muito bom aqui, seguindo ;*
"tudo o que lhes disse é possível"...ai q lindo esse poema Fred.O mundo é um palco, para citar Shakespeare, e vc deu seu toque de mestre.adorei.
como sempre e acho que ja nao preciso dizer o quanto gostei!!
bjs
Adorei a imagem "dentes em spotlights". Viajei, cara!
Você também torna, Mercedes. O limite é a imaginação.
Agradeço-lhe a visita, leitura e comentário.
Ótima semana.
Beijos
É pra já, Ianê. Só não tenho ido mais vezes, no seu blog e nos dos outros amigos, porque está péssima a minha conexão com a internet e nos momentos que consigo acessar aproveito para responder aos comentários e para postar. Mas prometo que vou hoje.
Agradeço-lhe pela leitura e comentário.
Ótima semana.
Beijos
Claro, Mariana: pensamentos não podem ter limites e nem sofrerem censura de espécie alguma.
Deixa-me contente e agradeço-lhe pela visita, leitura, comentário e por passar a seguir o blog.
Ótima semana.
Beijos
Mestre nada, Adriana: na poesia somos todos eternos aprendizes.
Obrigado por vir, ler e comentar.
Ótima semana.
Beijos
Já disse, Myra, e isso me deixa muito contente.
Obrigado.
Ótima semana.
Beijos
Isso é porque me lembro ainda do tempo em que meus dentes brilhavam, Henrique.
Obrigado por vir, ler e comentar.
Ótima semana.
Abração
Fred, "nada que lhes disse é fato
mas tudo na peça é possível." e é assim o teatro da vida. òtimo! Beijo.
belíssima a tela fred, bem como, de praxe, o seu poema.
um beijo.
O mais certo da vida é esta dicotomia. O teatro que estamos inseridos.
Uma vez, recebendo aplausos, felizes.
Noutro tempo, chorando, em uma tragédia grega.
Bjs!
* e estamos entendidos!
;)
Na peça tudo é possível, Adriana, na vida factual nem tudo, até que se prove o contrário (risos).
Agradeço-lhe pela visita, leitura e comentário.
Ótima semana.
Beijos
Obrigado, Nina: fico contente por você gostar do poema.
Ótima semana.
Beijos
Ai ai ai...
Que lindo de se ler...
É de enxer os olhos...
E fadigar o coração...
Hehehehehehe
Boa semana pra vc...
Bjin
=)
Ótima semana pra você também, Bia.
Obrigado por vir, ler e comentar.
Beijos
incrível o ritmo,
parecia mesmo uma borboleta voando.
Fico contente que lhe tenha parecido, Gian, e agradeço-lhe a visita, leitura e comentário.
Ótima semana.
Grande abraço
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